terça-feira, 28 de julho de 2009

O IMPERIO DA VERGONHA

Nos nossos dias constituíram-se novos feudalismos, infinitamente mais poderosos, mais cínicos, mais brutais e mais astutos que os antigos. São as companhias transcontinentais privadas da industria, da banca, dos serviços e do comércio. Estes novos déspotas já nada tem haver com os agiotas, com os especuladores de cereais,com os traficantes de rendas combatidos por Jacques Roux, Saint-Just e Babeuf. As empresas capitalistas transcontinentais privadas exercem um poder planetário.
Chamo cosmocratas a esses novos senhores feudais. São os novos soberanos do império da vergonha.
Observemos o mundo que eles criaram.
É verdade que nem a fome nem o endividmento são fenómenos novos na História. Desde a noite dos tempos que os fortes têm os fracos presos pela dívida. Forma arcaica da produção agrícola, que sobreviveu até aos nossos dias, o sistema dos «cupões» praticado pelo latifúndio aquatoriano, paraguaio ou guatemalteco escraviza do mesmo modo o trabalhador rural.
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No cerne da obra imensa de Karl Marx reside uma preocupação essencial: adefenição da falta. Até ao seu último fôlego, Marx esteve presuadido de que o homem viveria no reino da carencia durante mais alguns seculos. E o par maldito dono-escravo ainda estava longe de se desfazer.
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Mas depois da morte de Marx, e mais particularmente durante asegunda metade do seculo xx, uma formidavel susseções de revoluções industriais, tecnológicas e científicas dinamizou as forças produtivas. Hoje o planeta não suporta o peso das suas riquezas.
Dito de outro modo: o infaticídio, tal como continua a ser praticado dia após dia, já não obedece a nenhuma necessidade..
Os donos do império da vergonha organizam conscientemente a escassez. E esta obedece á lógica da maximização do lucro.
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Organizar a carência dos serviços, dos capitais e dos bens é, nestas condições, a actividade prioritária dos donos do império da vergonha. Mas essa carência organizada destroi no planeta, todos os anos, a vida de milhões de homens, de crianças e de mulheres.
Hoje, é possivel dizer-se que amiséria atingiu um nível mais pavoroso do que em qualquer época da História. É, assim que mais de 10 milhões de crianças com menos de 5 anos morrem anualmente de subalimentação, de epidemias, de poluiçaõ das águas e de insalubridade. Cinquenta por cento destas mortes ocorrem nos seis países mais pobres do planeta.
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Estas crianças não são destruídas por uma falta objectiva de bens, mas por uma distribuição desigual dos mesmos. Logo, por uma falta artifícial.
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JEAN ZIEGLER

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Sou alguém que gosta de liberdade,gostava de ser nómada, o meu sonho é viajar de auto-caravana,não ficar presa a lugar nenhum. Não tendo essa possibilidade, prefiro viver em autosuficiência,em harmonia com a natureza, do que viver presa a um emprego, presa ao consumismo, e a todas as imposições que dai advêm. Não gosto de preconceitos nem tabus,nem ideias pré-concebidas,acho que nos tiram a liberdade de pensar,impedindo de ser livres.Não gosto de religiões, que são feitas de ideias pre-concebidas e absurdas,irracionais,e que levam as pessoas a ser facilmente manipuladas,e a fazer guerra,para beneficio, de alguns. Também não gosto de futebol,por se ter tornado , num espectáculo de diversão para abstrair as pessoas,dos verdadeiros problemas da sociedade,e que serve também para mafiosos fazerem lavagens de dinheiro.