. Assomei ao mundo numa gélida manhã de Inverno numa casa sem água canalizada, luz eléctrica e outras comodidades que actualmente damos por adquiridas. As dificuldades económicas não impediram que tivesse uma infância feliz. O meu pai trabalhava fora, a minha mãe assegurava a lida da casa. O rendimento familiar era complementado com recurso à agricultura de subsistência. Logo pela manhã, a minha mãe, começava por atear o lume para aquecer o leite e fazer o café, havia sempre uma cafeteira com água que ficava junto ao borralho na lareira, e que de manhã ainda estava quente, o fogareiro a petróleo só era usado nas emergências. Na aldeia em que nasci, as mulheres juntavam-se para ir apanhar lenha e caruma aos pinhais, às crianças cabia a tarefa de juntar as pinhas, quem não tinha burro ou mula tinha que transportar os feixes de lenha à cabeça. Os pinhais e as matas andavam limpas, quando havia fogos os mesmos eram facilmente extintos porque a erva era toda cortada, seca e guardada em palheiros para alimentar os animais no Inverno, o mato servia para fazer a cama dos animais, contribuindo para aumentar o monte de estrume, numa época em que o termo “desperdício” não entrava no vocabulário da maioria das famílias, nada se perdia, era tudo aproveitado ecologicamente.
A urze, o tojo, o alecrim, o espinheiro alvar, o medronheiro, o sobreiro, o carvalho, a azinheira, alguns povoamentos de pinheiro selvagem e a omnipresença estratégica do olival, das propriedades serranas cercadas com muros de pedra nos cerros circundantes, das vinhas, das árvores de fruto esparsas, das hortas de verão e das terras de trigo e milho deram, paulatinamente, lugar ao plantio de eucaliptal que invadiu praticamente todos os recantos da região, como principal exploração silvícola. A exploração extensiva do eucalipto, uma espécie de crescimento rápido que necessita de grandes quantidades água e compostos minerais, causa a erosão dos solos assim como o desaparecimento da água de superfície, alterando o delicado equilíbrio ecológico e prejudicando a fauna e a flora endógenas.
Este blog destina-se a despertar e alertar para os problemas e injustiças sociais e ambientais. Vivemos numa sociedade cheia de futilidades,onde as pessoas tem perdido o habito de pensar de livre arbito,e cada vez mais se interessam por coisas sem sentido. Proponho que quem tiver consciência,do mundo em que vivemos, partecipe, e vamos despertar mais consciencias,para as verdades que nos rodeiam.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
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ALERTAS PARA AS INJUSTIÇAS SOCIAIS
lavagem crebral
Acerca de mim
- mary solitaria
- Sou alguém que gosta de liberdade,gostava de ser nómada, o meu sonho é viajar de auto-caravana,não ficar presa a lugar nenhum. Não tendo essa possibilidade, prefiro viver em autosuficiência,em harmonia com a natureza, do que viver presa a um emprego, presa ao consumismo, e a todas as imposições que dai advêm. Não gosto de preconceitos nem tabus,nem ideias pré-concebidas,acho que nos tiram a liberdade de pensar,impedindo de ser livres.Não gosto de religiões, que são feitas de ideias pre-concebidas e absurdas,irracionais,e que levam as pessoas a ser facilmente manipuladas,e a fazer guerra,para beneficio, de alguns. Também não gosto de futebol,por se ter tornado , num espectáculo de diversão para abstrair as pessoas,dos verdadeiros problemas da sociedade,e que serve também para mafiosos fazerem lavagens de dinheiro.
Diz-me como foi...foi um tercho tirado do meu portefolio, do trabalho feito por mim para o 12º ano que ando a tirar nas novas opurtunidades.Ao colocar este pequeno excerto, aqui no meu blog, queria cons ciêncializar para o equelibrio ecológico que se perdeu. Mas hoje quero fazer outro alerta.Ontem fui visitar alguns locais da minha infancia, e não pude deixar de ficar indignada e escandalizada,pelo que encontrei. hoje não vou dizer como foi, hoje digo como é...visitei a ribeira de Amiais de Cima, que vai desaguar no rio Alviela,mesmo junto á nascente dos olhos de água,junto á praia fluvial,e o que vi deixou me desolada. Lembro-me da minha infancia,de as pessoas lavarem a roupa naquela ribeira, as regas das hortas de verão era todas feitas com a água daquela ribeira,recordo de tomar banho naquela ribeira quando ia com as minhas amigas de infância a Sonia e Anita, nas nossas explorações e aventuras, com o meu cão o "brasil"assim se chamava.Ontem ao visitar uma pequena propriedade do meu pai junto á ribeira,deparei-me com uma terra dominada pelos caniços da ribeira, por abandono da agricultura de sobrevivência, mas pior a água que hoje corre na ribeira, é água de esgotos dos predios urbanos contruidos numa localidade sem saneamento basico.pergunto não á um organismo de fiscalização dos recursos hidricos neste País? E onde está a consciencia ambiental das populações? Todos os dias se fala da proteção ao ambiente, nos meios de comunicação,e nada se faz, estamos no seculo XXI,pensava que este problema de esgotos sem tratamentos para um rio já não acontecia neste seculo que isso tinha sido só no seculo XX que agora havia outra consciência ambiental, que isto só já acontecia na china ou paises menos desemvolvidos, afinal estava errada, Portugal, não parece ser um pais da União Europeia mas sim um pais do treceiro mundo, ou um país como a China que na ganancia, do dinheiro e de ultrapassar a economia mundial, não tem regras ambientais.
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