quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

O PAPEL DAS TELEVISÕES DOS NOSSOS DIAS

As estações públicas de televisão perderam a capacidade de influenciar o panorama geral no que concerne ao conteúdo programático das suas emissões.
Há demasiado dinheiro envolvido e o filtro ético está cada vez mais frouxo, permeável ao tráfico de influências, à ditadura das audiências, ao protagonismo fácil, à propaganda manifesta, implícita e subliminar e por aí fora…
Os elos que formam a cadeia de cumplicidades tácitas saem reforçados à medida que o torniquete do lucro asfixia a liberdade de expressão.
A televisão foi e continua a ser usada com êxito absoluto como arma de destruição maciça, na disseminação da pandemia de apatia de que sofrem milhões de telespectadores à escala global.
A lógica consumista atinge o paroxismo no que ao consumo televisivo diz respeito, estimulando a dependência de hábitos de passividade física e astenia mental mórbida.
O teatro de marionetas foi paulatinamente introduzido no palco televisivo principal controlado a partir dos bastidores, por quem tem poder para isso. 
Após esta breve introdução de teor pessimista, não acredito que a utopia tenha lugar na televisão pública?
A televisão tem que ser um agente catalítico capaz de estimular no telespectador o entusiasmo pela acção e o fascínio pela vida.
A programação, mais do que transmitir informação e conhecimentos, para além de atafulhar o telespectador de entretenimento, melhor seria despertar o espírito criativo, o sentido crítico bem fundamentado ao invés de o atascar num atoleiro de informação contraditória, incompleta e descontextualizada. e a tocar um instrumento musical, dando a conhecer o bem estar emocional que daí pode advir, a interacção, a descoberta de si e dos outros, formas de vencer inibições profundas, despertar a necessidade que todos sentimos de forma difusa de aperfeiçoamento espiritual que só pode ser despertado quando sentimos o fascínio que a vida, por si mesma pode despertar em nós, a peculiar sensibilidade humana, o sentido épico.
Não deixar as pessoas à mercê de especialista que discorrem sobre tudo, mas que em nada contribuem para o desabrochar da pessoa.

A utopia não tem lugar na televisão. 

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Sou alguém que gosta de liberdade,gostava de ser nómada, o meu sonho é viajar de auto-caravana,não ficar presa a lugar nenhum. Não tendo essa possibilidade, prefiro viver em autosuficiência,em harmonia com a natureza, do que viver presa a um emprego, presa ao consumismo, e a todas as imposições que dai advêm. Não gosto de preconceitos nem tabus,nem ideias pré-concebidas,acho que nos tiram a liberdade de pensar,impedindo de ser livres.Não gosto de religiões, que são feitas de ideias pre-concebidas e absurdas,irracionais,e que levam as pessoas a ser facilmente manipuladas,e a fazer guerra,para beneficio, de alguns. Também não gosto de futebol,por se ter tornado , num espectáculo de diversão para abstrair as pessoas,dos verdadeiros problemas da sociedade,e que serve também para mafiosos fazerem lavagens de dinheiro.