sexta-feira, 11 de setembro de 2009

AS ALTERAÇÕES CLIMATICAS


Nestes últimos anos principalmente na última década, a população tem sido alertada para o problema ambiental e as alterações climáticas. Muitas vezes até de forma pouco informativa ou educacional, pelos meios de comunicação, que nos bombardeiam todos os dias com catástrofes climáticas, tsunamis na Ásia, cheias na Europa, furacões na América, degelos polares, fogos, e tantas outras, fazendo da morte de milhares de pessoas, mais uma atracão, um Show, uma telenovela. Devia-se estabelecer um trabalho de consciencialização diária em todos os canais de televisão, e não só num canal educativo, que é só visto por uma minoria.
As alterações climáticas são hoje uma realidade o clima está de facto a mudar.
Nos últimos anos temos assistido com bastante frequência a fenómenos climáticos particularmente destrutivos, ao qual se tem vindo a associar as causas destas alterações ao aumento de emissões de gazes que intensificam o chamado “efeito de estufa” devido á queima de combustíveis fosseis nas centrais de energia, aos transportes rodoviários e aéreos, a deposição de aterros e os processos de produção industrial. Devemos estar conscientes que a libertação de gases para a atmosfera tem muitas consequências, como chuvas ácidas, poluição dos solos, água e sobretudo o ar que respiramos.
Mas a maior consciência que devíamos ter, para perceber o que está a acontecer ao nosso planeta, é de onde vêm e para onde vão todas as coisas que consumimos. Todos os dias nos alertam para fazermos a separação, do lixo para reciclagem.
Existe um sistema económico, que se rege por uma economia de materiais. Usamos demasiados materiais. De onde vem e para onde vão todas as coisas que consumimos? Da extracção, produção, distribuição, consumo e por fim tratamento de lixo. Estamos a gastar em 100 anos todos os recursos que o planeta demorou milhões de anos a fazer. Cortamos florestas, minamos, perfuramos, na busca de minérios, água, petróleo, etc. Contaminamos, os mares, os rios, as terras de cultivo, levamos as espécies á extinção, tudo por esta economia. Os meios de informação, que estão ao serviço do sistema, alertam-nos para a separação do lixo, e para os problemas ambientais, mas depois dizem-nos para consumir. Será que precisamos de tudo quanto consumimos? Essa é uma das minhas preocupações, não comprar mais daquilo que preciso, não me deixar levar por modas, e tentar usar todas as coisas enquanto tiverem utilidade, e estiverem em condições. O motor do sistema, é o consumo, todos os dias nos falam do crescimento da economia, e o que é que isso quer dizer? Quer dizer que os governos e os meios de comunicação, estão ao serviço das grandes corporações financeiras. Preocupo-me em estar consciente e não me deixar levar por vaidades ou influências do sistema que nos tentam fazer sentir mal se não tivermos as coisas que 99% das vezes vão para o lixo em menos de seis meses. Este sistema económico, que fez do consumo a nossa forma de vida, não tem sustentabilidade, os recursos do planeta não são inesgotáveis.
O objectivo da publicidade é fazer-nos sentir mal se não temos os sapatos da moda, o cabelo da moda, os móveis, os carros, tudo quanto nos deve fazer “feliz”. Precisamos de nos livrar da mentalidade de usar e deitar fora. Os sacos plásticos, é um outro problema, já todos fomos alertados para o facto de demorarem 500 anos a decomporem-se, estamos a forrar o planeta de plásticos. Temos que nos habituar a fazer o que faziam as nossas avós levar o saco de pano ou palha para o supermercado para trazer as compras.
Também a água que consumimos e desperdiçamos todos os dias, é um outro problema. As reservas de água subterrâneas, que ficaram aprisionadas em rochas não porosas á milhões de anos, e que não são renováveis, estão a ser gastas e desperdiçados, na indústria e na agricultura de forma insensata. Poluímos a água de superfície que se renova através do ciclo da evaporação e chuva. Se continuarmos por este caminho, haverá o dia em que não teremos água potável.
É preciso mudar a mentalidade do mundo em relação á água, deixando de vê-la apenas como um recurso económico, e entendê-la como um factor de sobrevivência.
É preciso proteger as nascentes, os aquíferos, os mananciais, acabar com as represas e implementar leis rígidas que diminuam a poluição.
É imprescindível dar preferência a políticas que levem a água a quem precisa, deve-se preservar os ecossistemas aquáticos, declarar a água como um bem público, como herança para as futuras gerações e um direito humano.
Também é prioritário a produção de alimentos de forma sustentável no uso comercial.
O uso da água, deve ser baseado num sistema onde a industria pague pelo que usa, e não tenha o direito de poluir esse bem.
Eu procuro sempre não desperdiçar água indevidamente. Todas as águas de lavagens de vegetais, aproveito para regar flores ou outras plantas. Procuro sempre não fazer a minha higiene pessoal, com a torneira a correr continuamente. Raramente tomo banho de emersão, e ao tomar banho, aproveito sempre a água fria que sai do chuveiro, antes de ficar quente, (que utilizo para a sanita) na qual tenho sempre um balde, na casa de banho, para o efeito. Mas tenho consciência, que tudo isto continua a ser um pequeno remendo, porque os maiores desperdícios de água, não se fazem nos consumos domésticos, mas sim na indústria e agricultura industrializada.
Posso falar concretamente, por exemplo, a fábrica de curtumes existente na minha terra natal, têm um furo de água, e que consome mais água que toda a população da localidade. Todos acham natural um só indivíduo utilizar na sua empresa toda aquela água e não pagar, só porque o furo está na sua propriedade, eu sempre considerei que estava errado. A água é um bem público, não devia ser só fazer um furo e consumir. Na realidade é pelo facto de existirem vários furos na região, que nos poços, a água de superfície desapareceu. As pessoas que faziam a sua agricultura de sobrevivência vêm-se sem água para fazer as suas regas no Verão. Cada um que abre um furo, mesmo que seja na sua propriedade, está a consumir a água que é de todos, os lençóis aquíferos, são de todos e não só de alguns.
A consciência ambiental, tem de partir de todos nós, mas também consciência de cidadania, porque tudo está interligado.
MARY CRUZ

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Sou alguém que gosta de liberdade,gostava de ser nómada, o meu sonho é viajar de auto-caravana,não ficar presa a lugar nenhum. Não tendo essa possibilidade, prefiro viver em autosuficiência,em harmonia com a natureza, do que viver presa a um emprego, presa ao consumismo, e a todas as imposições que dai advêm. Não gosto de preconceitos nem tabus,nem ideias pré-concebidas,acho que nos tiram a liberdade de pensar,impedindo de ser livres.Não gosto de religiões, que são feitas de ideias pre-concebidas e absurdas,irracionais,e que levam as pessoas a ser facilmente manipuladas,e a fazer guerra,para beneficio, de alguns. Também não gosto de futebol,por se ter tornado , num espectáculo de diversão para abstrair as pessoas,dos verdadeiros problemas da sociedade,e que serve também para mafiosos fazerem lavagens de dinheiro.